Duelo de gigantes


                 
  Meu filho Luís Henrique, tem se mostrado um “gurizinho” daqueles, tem uma energia sem tamanho. Logo que nasceu ganhou um nome composto e forte, exatamente como sua personalidade tem se mostrado pra nós.

Até ontem eu olhava pra ele e via um bebê indefeso, que dependia de mim pra tudo. Hoje, olho para ele e enxergo um meninão, com alguns traços de bebê ainda, é verdade, mas muitas vezes, com atitudes de gente grande. E nesse duelo de gigantes, o Luís e o Henrique travam uma luta todos os dias, porque um, ainda quer ser o bebê da casa; o outro já se considera um menino, ou vice-versa.

O Luís fala corretamente muitas palavras me deixando muitas vezes boquiaberta com tamanha facilidade em se comunicar, mas o Henrique ainda insiste em dizer “tolhalha”, “compidor”, “infilito”,  “velículo” e “não se quepupe”, acho tudo  um barato.

O Henrique faz xixi sozinho no banheiro, lava as mãos e dá descarga;  o Luís ainda quer a fralda para fazer cocô.

O Luís dorme na cama dele rodeado de brinquedos, é claro; o Henrique acorda de madrugada e vem pra minha cama, no escuro e sozinho.

O Henrique é mais agitado, gosta de brincar de luta, de super-heróis e não tem medo de nada; o Luís é um doce de menino, fala 591 vezes ao dia que me ama, que eu sou linda e me dá beijos tão apertados na bochecha que chega a doer, amo de montão.

O Luís prefere o pai; o Henrique,  a mãe.

O Henrique briga feio com a mana; o Luís, ama sem medida.

O Luís adora super-heróis; o Henrique, Dora Aventureira e Diego.

O Henrique é birrento e faz a maior cena quando é contrariado; o Luís entende e se comporta como um adulto.

Amo essa misturinha de bebê e gurizinho numa pessoa só. Mas tem dias que nem ele se entende, o duelo é grande, é duelo de gigantes!









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