INFÂNCIA...

                     
                        


Pensando nas férias escolares que estão quase chegando, comecei a pensar em algumas coisas para fazer com meus pequenos e automaticamente lembranças me vieram à mente. 

Quando eu era criança, eu não tinha acesso a aparelhos eletrônicos e nem sei dizer ao certo, quais deles já existiam, eu sou a época da máquina de escrever, das aulas de datilografia e artesanato na escola. Eu sou da época das brincadeiras de esconde-esconde, pega-pega, taco, quer esse. Eu sou da época em que existiam árvores frutíferas à vontade nas casas de todos os meus amigos e a gente subia e descia delas todos os dias, andava de bicicleta e patins à noite, pulava corda e amarelinha, andava pelas ruas apertando as campainhas, desenhava com graveto no chão, fazia buricas para jogar bolinhas de gude com os meninos e só voltava pra casa quando escurecia ou quando ouvia meu pai assoviando. 

Brincava com meus amigos descalços, tomava água da mangueira, pisava em poças d’água parada depois da chuva, caçava girino, grilo, borboletas e joaninhas. Fazia cozinhadinho, brincava de bonecas, escolinha e tomava banho de chuva.

Ouvia o coaxar dos sapos, sentia o perfume das rosas, porque minha mãe adorava plantar roseiras, comia goiaba direto do pé e nem ligava se tinha coró, adorava ir para a escola encontrar os amigos, comprar pastel de banana e tomar laranjinha na hora do recreio. Adorava o bolo de laranja que minha mãe fazia, o pão caseiro quentinho saindo do forno, a cuca de uvas que só ela faz, os sonhos.  Que infância maravilhosa que eu tive, que memórias carrego comigo!

Olhando para as crianças de hoje e, consequentemente para os meus filhos, fico a pensar se elas sentirão saudades da sua infância e se carregarão dentro delas, memórias tão marcantes e cheias de significado. Sei que nenhuma tecnologia, por mais moderna que seja, é capaz de substituir as incríveis sensações que sentimos quando olhamos, cheiramos, tocamos, ouvimos e experimentamos as coisas da vida real. Por isso, tento trazer até eles as coisas simples, importantes e significativas.

Quero que um dia meus filhos lembrem-se do cheiro das flores, do gosto das frutas colhidas no pé, das verduras fresquinhas que plantamos na horta,  das brincadeiras feitas em casa, dos filmes que assistimos, dos bolos que fizemos e confeitamos.

Quero que se lembrem dos passeios em família, dos bichos esquisitos que encontramos pelo caminho, de todas as vezes que saímos para andar de bicicleta, para fazer trilhas, para ir ao parquinho.

Quero se lembrem de todos os bichinhos de estimação que tivemos, das vezes que soltamos pipa, de quando  corremos e rolamos na grama, dos jogos de futebol e tabuleiro.
Quero se lembrem dos piqueniques que fazíamos, dos brigadeiros comidos de colher, das bacias de pipocas, das cocadas, dos bolos de chocolate.

Quero que se lembrem das brincadeiras na beira da praia, do cheiro do mar, da areia no corpo.  Quero que se lembrem dos banhos de rio, dos banhos de piscina e dos banhos de mangueira.  


Como eu quero que eles se lembrem das risadas sinceras, das experiências inusitadas e do amor verdadeiro. Espero que as maiores lembranças que meus filhos tenham,  sejam das coisas mais simples, intensas e verdadeiras que vivemos. 






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